De volta à FESPSP, 50 anos depois

Aluno na década de 1970, Fernando Luiz Cordeiro agora cursa o MBA Saneamento Ambiental e conta sobre sua experiência de ontem e hoje

Exatamente 50 anos depois de se formar na FESPSP, Fernando Luiz Cordeiro, de 72 anos, decidiu voltar a estudar na mesma instituição em que teve o primeiro contato com o mundo acadêmico.

De 1966 a 1969, Cordeiro cursou Sociologia Política na FESPSP, em um período que marcou o início da ditadura militar brasileira. Apesar do contexto, o então jovem estudante conseguiu viver experiências marcantes durante a graduação.  

“Na época, eu estava em dúvida entre direito ou sociologia. Escolhi um curso muito interessante, do ponto de vista da própria faculdade mesmo, porque me abriu perspectivas novas. Ganhei uma bolsa para Harvard em 1968 e fui para um curso de verão. Várias pessoas conseguiram. Também fui presidente do centro acadêmico nesse mesmo ano”, contou.

Desde fevereiro deste ano, Cordeiro está trabalhando na Sabesp, após anos de experiência em recursos hídricos. Quando surgiu a oportunidade de realizar o MBA Saneamento Ambiental, o profissional não teve dúvidas sobre voltar para a FESPSP.

“Quando fiquei sabendo sobre o curso, eu me interessei e me inscrevi para adquirir essa formação, que não tinha no meu currículo. Tinha somente a experiência”, disse Cordeiro.

Mesmo após 50 anos, o profissional avalia que os estudos de Sociologia Política e Saneamento Ambiental são temas atuais e complementares, com muitos aspectos em comum.

“Sociologia serve como instrumento para analisar essas funções que eu estou executando. Atuo em gestão e a nova proposta de saneamento considera a importância da participação da sociedade”, avaliou.

O avanço tecnológico também surpreendeu quando Cordeiro voltou aos estudos. A graduação, na década de 60, foi presencial, enquanto o MBA atualmente está sendo cursado a distância, pois o estudante mora na Baixada Santista.

“O curso em si é uma inovação. Não tinha conhecimento de outros cursos nessa área por outras entidades. E a possibilidade de fazer a distância é interessante porque abre possibilidade para pessoas que não moram em São Paulo de participar de um curso que pode melhorar a qualificação delas. O nível de informação que recebem dificilmente poderia ser adquirido de outra maneira”, avaliou. “Antigamente tudo tinha que ser buscado na biblioteca, livros, participação em seminários, porque essas ferramentas de pesquisa e acesso à informação que existem hoje nem sonhava que existiriam. Atualmente, tem livros online, pesquisas podem ser feitas pela internet, leio muitas notícias sobre saneamento e tenho acesso a comentários políticos, antropológicos e sociológicos na mídia sobre o assunto”, complementou.

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